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Os tribunais e o território: um contributo para o debate
sobre a reforma da organização judiciária em Portugal
Índice
Agradecimentos
Introdução Geral
Capítulo I - As funções dos tribunais
e territórios judiciários: entre os modelos de
concentração e o de proximidade da justiça aos cidadãos
1. Introdução
2. As funções dos tribunais
3. A pirâmide da justiça: a construção de uma
nova relação entre o judicial e o não judicial
4. As razões da construção dos territórios
judiciários (ou seja, da competência territorial de um
tribunal comum, especializado ou de competência
específica)
4.1. A razão política: concentração, delegação e
cobertura do território
4.2. A razão social: entre a concentração e a
proximidade
4.3. A razão técnica: "unidade de jurisprudência" e
um duplo grau de jurisdição
4.4. A razão económica: entre a irracionalidade
económica das comarcas sem processos e a proximidade da
justiça
4.5. A razão institucional: a distância prestigiante
Vs. A banalização da proximidade
4.6. Dois modelos em confronto: a concentração ou a
justiça de proximidade
5. A desestabilização dos territórios da justiça
em França segundo Jacques Commaille
5.1. A opção em França pelo modelo de justiça
concentrado
5.2. Os territórios da justiça e os territórios do
poder público
5.3. As novas políticas de territorialização da
função da justiça? - pragmatismo social
e económico
6. Que mapa e que organização judiciária para
Portugal? - um debate, ainda, limitado
7. Conclusões
Capítulo II - A evolução da
organização judiciária em Portugal (1974 a 2001): as
rupturas e as continuidades das políticas e do(s)
discurso(s) político(s) do(s) legislador(es)
1. Introdução
2. A evolução da organização judiciária de 1974
a 1984: a adaptação à democracia
2.1. O contexto da continuidade e da mudança
2.2. A primeira Lei Orgânica dos Tribunais Judiciais
- Lei n.º 82/77
2.3. O debate na Assembleia da República: a
organização de um poder judicial democrático
2.4. A regulamentação da LOTJ (Lei n.º 82/77): a
manutenção e a criação de novas comarcas
2.5. A alteração de 1981: entre um preâmbulo
reformista e o aggiornamento da LOTJ
3. A evolução da organização judiciária de 1985
a 1995: o período pós-consolidação do Estado de direito
3.1. O contexto: os dez anos de governação do PSD
3.2. A Lei Orgânica dos Tribunais Judiciais (Lei n.º
38/87): a semi-ruptura dos Tribunais de Círculo
3.3. O debate sobre a LOTJ de 1987
3.4. A regulamentação da LOTJ de 1987: os tribunais
de Círculo, mais tribunais de comarca, as pequenas
causas e a especialização
3.5. As alterações à LOTJ de 1987: um debate político
e profissional de alta intensidade
4. O terceiro período: de 1996 à actualidade
4.1. O contexto: as alterações das leis estatutárias
e a explosão de litígios em tribunal
4.2. As alterações legais pontuais e o debate
político parlamentar de 1996 a 1999
4.3. A Lei de Organização e Funcionamento dos
Tribunais Judiciais - Lei n.º 3/99: entre a afectação de
mais recursos e o discurso gestionário
5. Os anos 2000 e 2001: a política integrada do
"passo a passo" na reforma da administração da justiça
5.1. Os objectivos políticos e a reforma da orgânica
do Ministério da Justiça
5.2. O alargamento do Supremo Tribunal de Justiça
5.3. O estatuto do administrador do tribunal
5.4. A adaptação da organização judiciária ao
crescimento da procura especialmente em Lisboa e Porto
5.5. Os julgados de paz
5.6. A pequena instância cível
5.7. Os assistentes judiciais
5.8. Adaptação orgânica às reformas em curso: o
contencioso administrativo e a acção executiva
6. Conclusões
Capítulo III - A Organização da
Justiça Penal
1. Introdução
2. A Investigação Criminal
3. As leis orgânicas da Polícia Judiciária
4. A Lei de Organização da Investigação Criminal
5. O Ministério Público
5.1 A autonomia e as funções do Ministério Público
5.2 A organização e funcionamento da investigação
criminal no âmbito do Ministério Público
6. A articulação do Ministério Público com as
Polícias
7. A Instrução Criminal
8. Tribunais de Pequena Instância Criminal
9. Os turnos nos tribunais
10. Conclusões
Capítulo IV - A reforma da
organização judiciária - o olhar e o discurso dos
operadores judiciários
1. Introdução
2. A organização territorial da justiça: o
passado, presente e futuro da comarca, do circulo e do
distrito judicial
2.1. A extinção e agregação de comarcas
2.2. O desdobramento ou a criação de distritos
judiciais: o caso do Tribunal da Relação de Guimarães
2.3. A falta de juizes e o reordenamento do mapa
judicial
2.4. O reaparecimento dos Tribunais de Circulo? A
criação de varas mistas em círculos de dimensão média
3. Os caminhos da desjudicialização: que futuro
para os Julgados de Paz?
4. A especialização (jurisdições especializadas
e competência especifica): problemas e soluções
4.1. A opinião dos advogados
4.2. A opinião dos magistrados
5. A abolição do tribunal colectivo em primeira
instância? - a questão do segundo grau de jurisdição em
matéria de facto
6. A organização interna dos tribunais judiciais
de pequena instância
6.1. O apoio à decisão judicial: assessores /
assistentes jurídicos / secretariado pessoal do juiz
6.2. A quem deve caber a gestão do tribunal
7. Conclusões
Capítulo V - Conclusões, propostas e
agenda de investigação
1. Conclusões
2. Propostas para o debate da reforma da
organização judiciária em Portugal
3. Agenda de investigação para uma reforma da
organização judiciária
Referências Bibliográficas
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