Contratação Eletrónica e Intermediação das Plataformas Digitais nos Contratos Celebrados com Consumidores

16 de junho de 2026, 14h30-17h30

Apresentação // Programa // Notas biográficas // Inscrição // Roteiro de Formação a Distância UNIFOJ  

Coordenação
Carlos Filipe Costa (Juiz-Arbitro em centros de arbitragem de conflitos de consumo)

Formador/a
Maria Raquel Guimarães (Professora Associada da Faculdade de Direito da Universidade do Porto)

Duração
3 horas

Modalidades de Inscrição
- Geral (70.00€)
- Associado ASJP (63.00€)
- Sindicalizado SMMP (63.00€)
- Advogados/Adv. estagiários (63.00€)
- Investigador/a; Junior ou Pós-Doutorando/a CES
- Solicitador/ Solicitador estagiário (63.00€)
- Funcionário de Justiça (63.00€)
- Profissional de centros/serviços de informação ao consumidor (63.00€)
- Profissional de plataformas digitais (63.00€)
- Associado do SINJUP (63.00€)

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Este curso de formação visa abordar o enquadramento jurídico das plataformas digitais, partindo de uma noção ampla de prestadores de serviços da sociedade da informação e distinguindo diferentes categorias de plataformas, como plataformas prestadoras diretas de serviços, plataformas negociais e plataformas “não negociais”. Destaca-se a centralidade dos serviços de alojamento virtual e, dentro destes, dos mercados em linha, que facilitam a celebração de contratos entre profissionais e consumidores.

No plano europeu, vigora desde a Diretiva sobre o comércio eletrónico o princípio do “safe harbour”, que isenta, em regra, as plataformas de responsabilidade por conteúdos ou actividades ilícitas intermediadas. O Regulamento dos Serviços Digitais mantém esta lógica, embora preveja exceções e deveres acrescidos de diligência e transparência.

Será salientada a especificidade do regime português, em particular do Decreto-Lei n.º 84/2021, que introduz uma responsabilidade objetiva e solidária das plataformas em certas situações, nomeadamente quando existe uma “parceria contratual”, traduzida numa influência predominante sobre o profissional, ou quando haja incumprimento de deveres de informação essenciais ao consumidor, ainda que a responsabilidade em causa seja circunscrita a casos de desconformidade de bens, conteúdos ou serviços digitais.
 

Destinatários

Este curso é dirigido a todos os profissionais da justiça, designadamente advogados/as, magistrados/as judiciais e do Ministério Público, demais juristas, profissionais de associações de consumidores, de CIAC ou de tribunais arbitrais, profissionais de plataformas digitais, solicitadores e demais interessados/as em maximizar as suas competências teóricas e práticas sobre esta temática.


Metodologia de formação

Este curso de formação tem a duração de 3 horas, sendo ministrado a distância em modo síncrono (em tempo real), com transmissão pela plataforma Zoom.

Haverá oportunidade de interação entre a formadora e participantes. Antes da formação serão enviadas indicações sobre o modo de participação – que é muito simples e intuitivo, bastando dispor de computador com acesso a internet e browser atualizado

Os materiais de apoio bibliográfico serão disponibilizados na plataforma Moodle, assim como, após edição, a gravação da sessão de formação.

O curso será realizado com o número mínimo de 12 participantes.

Será enviado um certificado de frequência.


Organização

UNIFOJ – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
unifojcursos@ces.uc.pt
(+351) 239 855 570 / (+351) 914 140 187

Formação Certificada - Laboratório Associado - DL n.º 396/2007, de 31/12 | DL n.º 63/2019, de 16/05 | Estatutos do CES

Programa

Introdução
Breve caracterização do “modelo de negócio” das plataformas em linha
O princípio da irresponsabilidade das plataformas digitais
Os pressupostos da intervenção do legislador português
A “parceria contratual” do mercado em linha com o profissional
A omissão de deveres de informação como fundamento da responsabilidade solidária do mercado em linha
Delimitação da extensão da responsabilidade do operador de mercado em linha
Compatibilização do regime português com o RSD
Extensão do regime?

 

 

Notas biográficas

Maria Raquel Guimarães
Professora Associada com Agregação da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa — Porto.
Mestre em Ciências Jurídico-Empresariais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Pós-Graduada em Direito Bancário pela Faculdade de Direito da Universidade de Salamanca, Espanha.
Doutora em Ciências Jurídico-Civilísticas (Doutoramento Europeu) pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto.
É desde 1997 Professora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto, onde leciona as disciplinas de Teoria Geral do Direito Civil e de Contratos Privados da licenciatura em Direito. Leciona ainda as disciplinas de Contratos e Consumo e de Metodologia e Practicum em Ciências Jurídico-Civilísticas do Curso de Mestrado da mesma Faculdade e a disciplina de Direito e Privacidade do Curso de Mestrado em Segurança Informática da Faculdade de Ciências da U.Porto.
Investigadora do CIJ — Centro de Investigação Interdisciplinar em Justiça da FDUP, e Diretora e membro do Conselho Editorial da RED — Revista Eletrónica de Direito.
Autora de várias monografias, capítulos de livros, artigos de revistas e coordenadora de obras, em matérias de direito dos contratos e do consumo, pagamentos eletrónicos, comércio eletrónico, direitos de personalidade e privacidade.

Carlos Filipe Costa
Licenciado em Direito e Mestre em Ciências Jurídico-Administrativas pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto.
Doutorando em Direito, Ramo Ciências Jurídico-Processuais, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Advogado (com inscrição voluntariamente suspensa).
Consultor jurídico na Dower CMNS – Sociedade de Advogados SP RL (Dower Law Firm). Pós-Graduado em Direito dos Contratos e do Consumo pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Juiz-Árbitro no TRIAVE – Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo do Ave, Tâmega e Sousa, no CIAB (Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Consumo de Braga) – Tribunal Arbitral de Consumo e no CNIACC – Centro Nacional de Informação e Arbitragem de Conflitos de Consumo.

 

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